Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

9º Esconderijo - Datarock - Red



Antes de mais as desculpas pela falta de actualização... provocada pela falta de tempo, vontade e acima de tudo, discos que me tenham supreendido...

Felizmente chegou-me aos ouvidos esta semana um disco de nome "Red", dos já conhecidos Datarock. Antes de mais as apresentações. Os Datarock são um duo de noruegueses (já foram 4), e misturam música de dança, com um pouco de rock e disco dos loucos anos 70... Até este disco.

"Red" pôe de parte a parte disco e torna-se num fantástico álbum de rock de bater o pézinho, ligeiramente mais "pesado" que o seu predecessor de 2005. O que perdeu em alegria comparando com o disco de estreia, ganhou em densidade e chega mesmo a ser um álbum com letras de revolta...

É um disco a não perder de vista para sair à noite e querer dançar sem ter que ser com música house ou tribal ou afins... A parte difícil será mesmo encontrar um local para isso sem ser no conforto de nossa casa ou atrás do volante do nosso carro...

Ficam duas sugestôes formato YouTube e divirtam-se acima de tudo... Cuidado... Perigo de dependência


Datarock - Give It Up


Datarock - True Stories



A ouvir do disco: True Stories; The Blog; Molly

Género: Indie Electronic

Myspace

Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Telepathe - Dance Mother


Digam o que disserem, que a música antigamente é que era boa, nós estamos a viver um período muito fértil e criativo, contrastando com o final da década de 90. O final desta década está a ser grandioso.

Hoje toda a gente grava música. Difícil é separar o trigo do joio. Mas a descoberta é mais gratificante.

A mais recente foram os Telepathe

Aproveitando o revivalismo dos anos 80 (que eu muito aprecio e não me enjoa) e o sucesso recente dos Cut/Copy e MGMT por exemplo, surge o primeiro longa-duração do trio nova-iorquino Telepathe de nome Dance Mother.

O disco é produzido por Dave Sitek, um dos génios por detrás dos TV On The Radio (avé)

Podemos definir o som deles com sendo "música ambiente" de chill-out, misturado com pop dançável e beats caracter´sticos dos 80's. As letras são fantásticas, contrastando com a ideia (certa a maior parte das vezes) de que a pop é superficial.

Mas os Telepathe são mais uma banda a provar o contrário

É um disco que pode soar estranho de dia. É um disco perfeito de final de noite. Melhor, é "o" disco a ouvir no fim daquelas noites fantásticas vividas a 200 km/hora. É o disco que nos acalma sem nos adormecer e sem parar o corpo, o cérebro, a alma ou o espírito. É um som que nos lembra que estamos "cá" mas a cabeça pode estar "lá"... É uma "moca saudável" :D

Chamem-lhe música hipnótica como já li por aí. É uma definição que lhe assenta como uma luva.



Desfrutem (peço desculpa não existirem vídeos das melhores músicas e que não sejam ao vivo. É melhor escutarem no myspace deles)


Chrome's On It


Threads and Knives





A ouvir do disco: "Devil's Trident"; "So Fine"; "Triology"

Género: Electrónica


Myspace

Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

A música que não sai da cabeça

electrical mind


Quico Serrano - Electrical Mind

Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Pensamento do mês de Outubro

Domingo, 26 de Outubro de 2008

7º Esconderijo - Patrick Wolf - Wind In The Wires


Patrick Wolf é um rapaz de 25 anos nascido em Londres, tendo já gravado 3 discos. O último, The Magic Position... não vamos falar dele apesar de também ser muito bom. Pessoalmente, considero "Wind In The Wires" a sua obra-prima.

Patrick Wolf é um verdadeiro homem dos sete instrumentos, mas é com o violino que demonstra todo o seu virtuosismo. Lembra-me Matt Bellamy (Muse) com o violino ao ombro. Mas enquanto a escrita de Matt centra-se nos problemas globais, no apocalipse e no armagedão, a escrita de Wolf fala dos problemas e fantasmas interiores.

E é sobre fantasmas interiores que fala este "Wind In The Wires" lançado em 2004. É um álbum incrivelmente denso, difícil de ouvir do ponto de vista que tem pormenores e arranjos que numa primeira audição passam despercebidos. É um "Alice no País das Maravilhas" passado num mundo alternativo, onde reinam as cores escuras como o negro, castanho, cinzento e o papel de Wolf é o da côr branca, o de farol, o da pessoa que mostra que vive com esses fantasmas. E eu fazendo o papel do gato nesse conto, escrevo uma mentira: "O álbum é péssimo"

Quem gosta de Andrew Bird, Devendra Banhart, Divine Comedy (que saudades destes), PJ Harvey e Nick Cave vai adorar.



Uma das músicas da minha vida "The Libertine"




A música que deu nome ao álbum "Wind In The Wires"





A ouvir do disco: "The Libertine", "Wind In The Wires", The Railway House" e "Teignmouth"

Género: Indie


Myspace

Domingo, 12 de Outubro de 2008

6º Esconderijo - Oasis - Dig Out Your Soul


Sim... são os mal-amados Oasis, que em Portugal são tão criticados. Não posso dizer que seja injustamente. Depois de dois álbuns fenomenais, Definitely Maybe de 1994 e (What's The Story) Morning Glory de 1995 a carreira desta mancunian band tem vindo a decrescer, mantendo apenas aquela base fiel de fãs de vários milhões, na qual eu me incluo.

E porque considero um "esconderijo" um disco de uma banda tão famosa? Simplesmente porque foram unanimemente considerados a melhor banda do mundo entre 94 e 97... E porque hoje em dia, por culpa de discos como Standing On The Shoulder of Giants e Heathen Chemistry, a discografia mais recente passa ao lado do grande público.

Passando ao mais recente Dig Out Your Soul... É na minha opinião o melhor disco dos Oasis... Apenas perde para o Definitely Maybe em misticismo e em lenda, mas isso pode ser apenas uma questão de tempo. Nunca se sabe.

Os Oasis neste disco são Old Rock (Bag It Up), Rock'n'Roll (The Turning), Britpop (The Shock of The Lightning), Lennonesque (I'm Outta Time), Psicadélicos (Falling Down), Mccartneyesque (To Be Where There's Life), Punk (Ain't Got Nothing)...

Peço desculpa pelas expressões referentes aos Beatles mas desconheço melhores palavras...

Este disco é um resumo da música rock desde os anos 60... Revejo Beatles, Doors, Rolling Stones, T-Rex, Sex Pistols e Kinks.

A voz de Liam Gallagher está óptima, espermos que ao vivo se mantenha.

As letras de Noel Gallagher voltaram melhores que nunca... estava farto das músicas dele sobre a vida em Londres e sobre Lyla's e isso.

Gem Archer e Andy Bell, após ver o documentário Golden, Silver & Sunshine, sentem-se finalmente como membros dos Oasis e influência deles junto de Liam tem sido muito boa.

Os Oasis usararam e abusaram de teclados e dos mais variados instrumentos, que em anos anteriores teriam ficado à porta do estúdio.

Vénia a Dave Sardy, fantástico produtor.

Oasis - Bag It Up




Oasis - The Turning



Oasis - I'm Outta Time





Façam um favor ao Rock'n'Roll e falem sobre este disco. Cada vez há menos bandas de guitarras.


Melhores Músicas: Ouçam todas menos "Nature Of Reality"

Myspace

Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

1ª Mini-Crónica do Baú - Buraka Som Sistema


Um "case-study" em Portugal... E porquê?? Porque simplesmente não merecem o público que têm aqui... Merecem muito mais. O som deles, e quando penso no som não penso em kuduro mas sim em música é electrónica é no mínimo genial.

A sua música tem a precisão de uma cirugia cardio-vascular. Tentem ignorar as vozes quando os escutam e percebem que estão ali muitas horas de empenho, muitas horas de pesquisa e muitas horas à procura da "batida perfeita"...

E porque não merecem o público que têm?? Porque esse público quando os ouve só pensa "esta merda é boa pa dançar... havia de passar mais nas discotecas"

Mas os gajos merecem estar ao lado de James Murphy (LCD Soundsystem) e ter outro típico de público. Que tenha mais consideração pelo seu trabalho. Que compre realmente os seus discos. Podiam ser uma referência internacional. E não estou a exagerar....

Mas algo me diz que por enquanto "querem é que pessoal dance ao som deles..."

Eles já correram meio mundo e andam agora por Nova Iorque...

Algo também me diz que são ambiciosos e no fundo só não querem queimar etapas...






Myspace